Terça-feira
16 de Outubro de 2018 - 

Acompanhe seu procecsso.

Solicite sua senha através do e-mail: wendelleloy@gmail.com

Notícias

Newsletter

Cotação da Bolsa de Valores

Bovespa 0,92% . . . .
Dow Jone ... % . . . .

Cotação Monetária

Moeda Compra Venda
DOLAR 3,73 3,73
EURO 4,33 4,33
PESO (ARG) 0,10 0,10

Previsão do tempo

Hoje - Teresina, PI

Máx
35ºC
Min
24ºC
Poss. de Panc. de Ch

Quarta-feira - Teresina, P...

Máx
33ºC
Min
25ºC
Nublado e Pancadas d

Quinta-feira - Teresina, P...

Máx
35ºC
Min
23ºC
Pancadas de Chuva

Acolhendo Marias: projeto acolhe vítimas de violência doméstica no AC

Entre mais de três mil processos de violência doméstica em Rio Branco, muitos tem como protagonistas agressores reincidentes. Assim, a vítima percorre um caminho que já passou, inclusive sendo acolhida novamente pela equipe da Vara de Proteção à Mulher. Desta forma, a Justiça Acreana compreendeu que era possível dar um passo além dos trâmites processuais e entregar um apoio psicossocial mais próximo e profundo, por isso foi lançado neste Dia da Mulher o Projeto Acolhendo Marias. O primeiro grupo foi selecionado entre vítimas que vivem um ciclo contínuo ou intenso de violência, ou seja, mulheres que já passaram por outras agressões ou mesmo que tenha sido a primeira denúncia, trata-se de um caso diagnosticado com alta complexidade. Foram selecionadas 12 mulheres para receberem o suporte proposto pelo programa, na qual estão previstas ações como visita ao domicílio, acompanhamento psicológico inpidual e encaminhamentos necessários à Rede de Proteção à Mulher, composta por órgãos públicos e entidades que colaboram com o enfrentamento desse tipo de violência. Durante a reunião, uma participante reconheceu que seu filho também precisa de atendimento psicológico, o que gerou empatia em as outras mulheres do grupo, que vivem situações semelhantes, mas que neste momento também acreditam que o amparo técnico pode possibilitar uma nova fase de bem-estar. Uma das vítimas compartilhou que tinha feito um acordo com o companheiro, que registraria a renúncia à representação perante a juíza se esse a deixasse em paz. Mas o combinado não foi cumprido. Por ser o proprietário da casa em que a família mora, não saiu de casa e as relações também não foram ajustadas. “Da última vez ele me deu um murro e disse: vai lá fazer a queixa”, contou. Aos 34 anos de idade e com quatro filhos, confessou que em 12 anos de agressão considerou o suicídio como opção mais de uma vez, “mas graças a Deus eu fui covarde, porque não posso desistir pelos meus filhos”. Outra identificou que o seu agressor também tem um discurso similar. Ele me dizia: “Se eu der um murro eu vou ser preso, então vou logo matar”. Apesar de materializada a violência psicológica e física, a vítima não ficou inerte. “Ele achou que eu estava brincando quando liguei para a polícia. Mas quando os agentes chegaram à rua ele chorava de joelhos para eu não deixar eles o levarem. A gente sempre acredita. Eu achei que ele ia mudar”, concluiu. O primeiro encontro conversou sobre aspectos identificados em relacionamentos abusivos, como insegurança, dependência emocional, limites e sofrimento. Segundo a psicológa Kelly Feitosa, o trabalho será desenvolvido durante todo o ano e os resultados devem ser apresentados durante os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que ocorre em novembro.
12/03/2018 (00:00)
Visitas no site:  18105
© 2018 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia